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Origens

A miscigenação racial e cultural na Mundurucania cozeu no mesmo caldeirão, índios, portugueses, italianos, sírios, japoneses, judeus, cearenses e outros brasileiros. Assim foi criado o Ser Mauesense, um estilo especial de viver. O maueense ou mauesense, como prefere o Aurélio, é uma criatura paciente, quando por exemplo se deixa levar por tantos anos aos embalos de dois grupos que se revezam no poder sem fazer jus ao seu voto, mais cobra corajosamente quando decide ir a luta nas ruas da cidade pedir a renúncia de um presidente corrupto, ou cobrar o emprego ao Prefeito ou protestar a apuração do seu voto depois de um resultado discutível.

 

Em 1796 aconteceu o primeiro marco oficial, de grande impacto na confecção política da Sociedade Maueense: Sob as ordens do Conde dos Arcos de Belém – Governador do Grão Pará e Rio Negro, parte da Barra do Rio Negro, atual Manaus – é composta a comitiva por dois capitães portugueses, Luiz Pereira da Cruz e José Rodrigues Preto, com a missão de recuperar a Missão Maraguases, a Uacituba dos indígenas. Dois anos depois foi finalmente fundada a Luzéa, nome construído com a junção dos dois capitães Luiz e José.

 

Em 1850 a Comarca do Amazonas é elevada a Província, com seus 40000 habitantes e quatro municípios: Manaus, Tefé, Barcelos e Luzéa. O município perde dois anos depois parte do seu território com o desmembramento de Parintins e em 1856 perde também a subordinação do termo da Vila de Borba para Manaus. Em 9 de Setembro de 1865 a sede do Município passa a chamar-se Vila da Conceição de Maués. A Proclamação da República manteve a Vila da Conceição de Maués como Município ( o que não ocorreu com a maioria das vilas existentes) e nomeou seu primeiro Intendente o Sr. Antonio José Verçosa. Em 4 de novembro de 1892, finalmente foi oficializado, pela Lei Estadual Num. 35, o nome que a população já adotara a muito tempo para o município e sua sede – Maués. Em 5 de novembro de 1895, é criada pela Lei Estadual No. 137, sancionada pelo Governador Dr. Eduardo Ribeiro, a Comarca de Maués, tendo como primeiro juiz o Dr. Octaviano de Siqueira Cavalcante. A produção em torno de 1200 toneladas por ano e a cotação do produto no mercado, fez com que Maués crescesse rapidamente nos anos 80. O destino da cidade fez com que muito ouro também fosse produzido neste período no garimpo do Amana.